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Tudo sobre a perseguição aos cristãos na China
01/08/2020 17:58 em gospel

Desde 1965, a Portas Abertas trabalha para o fortalecimento dos seguidores de Jesus sob o regime comunista chinês.

Nos últimos dias, a perseguição aos cristãos na China ganhou destaque especial em diversos jornais brasileiros. Porém, a hostilidade aos seguidores de Jesus no país comunista é antiga e há anos preocupa a igreja de Jesus ao redor do mundo.

Já na dinastia Ming, entre 1368 e 1644, os cristãos foram banidos do país. Mas a perseguição atual começou em 1949, quando a República Popular da China foi criada. Todas as religiões que exigiriam a lealdade dos chineses em detrimento do Estado foram violentamente combatidas. Forçando, assim, a fuga de missionários cristãos estrangeiros no país.

Apesar da Revolução Cultural que ocorreu entre 1966 e 1976 ter transformado toda a sociedade chinesa nos padrões desejados pelos comunistas, a igreja de Jesus sobreviveu de maneira clandestina. Havia, sim, uma igreja permitida pelo Estado chinês, mas essa deveria excluir qualquer ensinamento bíblico que fosse

contra os ideais do Partido Vermelho, jurar lealdade aos governantes, ter uma bandeira da China em exposição e cantar o hino nacional em cada encontro.

Qual é o número de cristãos na China?

Hoje, acredita-se que existam 97,2 milhões de cristãos na China, que enfrentam a hostilidade vindas de oficiais do governo, partidos políticos e líderes religiosos não cristãos. A opressão comunista e pós-comunista é um instrumento para que o governo mantenha o poder e a harmonia na sociedade. O atual presidente Xi Jinping tem se mantido no poder por meio de um forte combate a qualquer ideia que possa ameaçar a autoridade máxima dele.

As ações contra os cristãos chineses podem variar de acordo com a região onde eles vivem e atuam. Alguns líderes são presos e condenados quando descobertos, como foi o caso do pastor Wang Yi no início de 2020.

Como é a perseguição aos cristãos chineses? As ações contra os cristãos chineses podem variar de acordo com a região onde eles vivem e atuam. Alguns líderes são presos e condenados quando descobertos, como foi o caso do pastor Wang Yi no início de 2020.

“A igreja cristã na China pode não ter tantos mártires como a Colômbia, enfrentar tantas restrições quanto as irmãs na Arábia Saudita, ou lutar com tantas multidões extremistas como os irmãos na Indonésia, mas os milhões de cristãos na China permanecem como a maior comunidade perseguida hoje”, dizia a carta.

Há 15 anos, a Portas Abertas publicava um posicionamento sobre a China. O documento reconhecia que o país aparentava estar mais acessível ao cristianismo, já que tinha aberto as portas para fazer negócios com países ocidentais.

Nesse cenário, os cristãos convertidos e de minorias religiosas, como os muçulmanos de Xinjiang, também são alvos de ações mais diretas.

 

Como é a perseguição aos cristãos chineses?

As ações contra os cristãos chineses podem variar de acordo com a região onde eles vivem e atuam. Alguns líderes são presos e condenados quando descobertos, como foi o caso do pastor Wang Yi no início de 2020.

Na região centro-leste do território, em 2019, as autoridades removeram cruzes, fecharam escolas pertencentes à igreja e exigiram que os cristãos de uma cidade se registrassem. Segundo a pesquisa feita pela Portas Abertas entre 1 de novembro de 2018 e 31 de outubro de 2019 que gerou a Lista Mundial da Perseguição 2020, 1.051 cristãos foram atacados na China. O número de presos chegou a 1.147. Já a quantidade de igrejas atacadas foi alta e colocou o país em 23º lugar na Lista Mundial da Perseguição 2020, que classifica os 50 países que mais perseguem cristãos no mundo.

Qual é o trabalho feito para o fortalecimento dos cristãos chineses?

Desde 1965, a Portas Abertas atua para o fortalecimento dos cristãos chineses. Mais tarde, 30 mil Novos Testamentos foram entregues, mas não foram suficientes para as necessidades dos cristãos no território. A missão passou a ser entregar um milhão de Bíblias. Este foi o projeto Pérola em 1981, definido pela revista americana Time como “a maior operação de sua categoria na história da China”.

“Tenho certeza que não tinham ideia do pedido de um milhão que faziam. Eu também não tinha ideia de quanto era um milhão de Bíblias, senão teria dito não. Felizmente, nós fizemos a entrega em obediência à vontade de Deus”, concluiu o Irmão André, fundador da organização internacional sobre a ação. Assista o vídeo e veja os detalhes da ação.

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