Veja repete Globo e faz apologia à ideologia de gênero na infância

14/10/2017

Pouco menos de uma semana após a TV Globo tratar a ideologia de gênero como uma espécie de “brincadeira de criança” no Fantástico, a revista Veja veicula uma reportagem de capa abordando o mesmo tema, com o título “Meu Filho é Trans”.

A mudança de linha editorial da revista se deu após a chegada do novo editor, André Petry, que substituiu Eurípedes Alcântara e impôs uma linha “progressista” à publicação, abandonando o viés mais conservador que marcaram as reportagens no período pré-impeachment de Dilma Rousseff (PT).

Jornalistas conservadores que trabalhavam para a Veja, como Joice Hasselmann e Rodrigo Constantino, além do historiador Marco Antonio Villa, foram demitidos. Posteriormente, Reinaldo Azevedo também deixou os quadros da publicação.

Nesse contexto, o novo editor vem implantando uma verdadeira cruzada em defesa do politicamente correto contemporâneo, como as agendas LGBT. Prova disso é a publicação, sem cerimônias, do famigerado artigo “Gente incômoda“, de J. R. Guzzo (editor da Exame e colunista da Veja), que trata com preconceito e intolerância o setor evangélico da sociedade,

Na reportagem de capa desta semana, Veja diz que a matéria “narra a saga dos pais de crianças que não se identificam com seu sexo biológico”, alegando – sem apresentar fontes que sejam transparentes e confiáveis – que essa “condição” afeta um milhão de brasileiros.

A prova da panfletagem doutrinária é o louvor escancarado feito pela jornalista Giulia Vidale, autora da matéria, à novela global A Força do Querer, em que uma personagem do sexo feminino se apresenta como homem com atração por homens e, ao final, engravidou.

Repetindo o teor da reportagem do Fantástico no último domingo, a Veja diz que a partir dos seis anos de idade é possível identificar que uma pessoa sofra de “disforia de gênero” (transtorno extremamente raro segundo a ciência e usado pelos ativistas para justificar a ideologia de gênero).

Para emprestar seriedade ao conteúdo, psicólogos, psiquiatras, endocrinologistas e educadores foram entrevistados, com suas falas cuidadosamente destacados para que o retrato da situação seja visto com simpatia pelos leitores.

No texto, a revista admite que o propósito é impor uma visão de mundo: “Enxergar como pais e filhos lidam com isso é flagrar a história em seu berço. É também um modo de, aos poucos, ainda que lentamente, barrar a intolerância”, diz a matéria.

Nas redes sociais, muitos internautas protestaram contra a panfletagem ideológica da revista: “Olhe, observe, note, Veja que desgraça! #VejaLixo e #GloboLixo de mãos dadas defendendo essa aberração da Ideologia de Gênero!”, escreveu o pastor Ciro Sanches Zibordi.

“Continua a agenda gramscista-marxista. #Veja se junta ao seleto grupo de apoiadores da ideologia de gênero. #Naoaideilogiadegenero #vejalixo”, protestou Caio Grava Simioni.

“#VejaLixo Esse negocio de querer enfiar goela abaixo ideologia de gênero ta difícil, Globo, Omo, Carrefour, e agora a Veja”, criticou Daniel Paulino.

“É A @VEJA ENGAJADA NA AGENDA DA IDEOLOGIA DE GÊNERO. DEPOIS RECLAMA QUANDO CHAMADA DE FAKE NEWS!”, disparou o usuário do Twitter Uli_Cassilva.

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